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Cérebro muda 7 anos antes de placas do Alzheimer aparecerem, mostra estudo

23/09/2026 às 17:33

Um estudo da Universidade de Oslo indica que sinais cerebrais do Alzheimer podem surgir ao menos sete anos antes de placas amiloides se tornarem visíveis nos exames atuais.

O que você precisa saber

A pesquisa acompanhou idosos saudáveis com exames de ressonância magnética feitos regularmente por quase 20 anos. O trabalho foi publicado na revista científica Nature Neuroscience em 19 de agosto.

Os pesquisadores compararam a estrutura cerebral de pessoas que mais tarde passaram a apresentar placas amiloides com a de participantes que não desenvolveram esse sinal. A análise de imagens anteriores identificou alterações estruturais no cérebro pelo menos sete anos antes da detecção das placas por tomografia por emissão de pósitrons, a PET.

James Michael Roe, pesquisador principal do estudo, afirma que o exame atual pode não captar as mudanças mais precoces ligadas à doença. “Descobrimos que alterações estruturais no cérebro ocorrem muitos anos antes de altos níveis de placas serem vistos em exames PET”, diz.

O que os resultados podem indicar

As alterações podem refletir processos prejudiciais que contribuem para o acúmulo de placas ou resultam dele, mesmo antes de elas serem detectáveis. Outra possibilidade é que processos biológicos distintos provoquem mudanças cerebrais antes do início do acúmulo de amiloide.

Anders Martin Fjell, professor do Departamento de Psicologia e chefe do Centro para Mudanças ao Longo da Vida no Cérebro e Cognição da universidade, destaca que os participantes tinham funcionamento cognitivo preservado. “Examinamos mudanças na

estrutura cerebral nos anos anteriores ao primeiro exame que revelou placas”, afirma.

Fjell diz que a segunda hipótese pode influenciar o desenvolvimento de tratamentos futuros para Alzheimer. “Se isso for verdade, sugere que é importante continuar desenvolvendo medicamentos voltados a processos além do acúmulo de placas amiloides. Mas precisamos de mais pesquisa”, completa.

Fonte: Uol Saúde