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Dia Mundial do Cão reforça alerta sobre abandono e maus-tratos

27/08/2026 às 10:31

O Dia Mundial do Cão, celebrado em 26 de agosto, vai além de uma homenagem aos animais de estimação e serve como oportunidade para chamar a atenção para questões como abandono, maus-tratos, adoção responsável, castração e cuidados necessários para garantir qualidade de vida aos cães. Em Patrocínio, a data também reforça a importância do trabalho desenvolvido por instituições de proteção animal.

Presidente da Associação Defensora dos Animais de Patrocínio, Michele Zanin destacou que a data foi criada nos Estados Unidos após a adoção do primeiro cachorro pela especialista em comportamento animal Colleen Paige. A partir da experiência em um abrigo, a iniciativa passou a chamar a atenção para a necessidade de incentivar a adoção e conscientizar a população sobre a realidade enfrentada pelos animais abandonados. Segundo Michele, cães de grande porte e idosos estão entre os que encontram mais dificuldades para conseguir um novo lar.

A protetora também ressaltou que a adoção pode representar uma oportunidade para dois animais. Ao retirar um cão de um abrigo, o adotante libera espaço para que outro animal em situação de abandono possa ser acolhido. Michele defendeu ainda a adoção em vez da compra de animais e reforçou a necessidade de combater os maus-tratos e o abandono, além de ampliar ações de castração e políticas públicas voltadas à proteção animal.

Durante a entrevista, Michele chamou atenção para a situação dos animais que vivem nas ruas e acabam se tornando comunitários. Ela citou o caso de Chorão, um cão comunitário que vive há anos na clínica e está desaparecido há cerca de duas semanas. Segundo ela, há informações de que o animal possa ter seguido para Romaria e equipes de voluntários, inclusive motociclistas, estão se mobilizando para tentar localizá-lo. A população que tiver informações sobre o paradeiro do cão é orientada a entrar em contato com a associação.

Para Michele, a situação dos animais abandonados em Patrocínio se agravou nos últimos anos. Ela afirma que aumentaram os casos de animais nas ruas, denúncias de mordeduras, fome e maus-tratos. Na avaliação da presidente da associação, o problema não será resolvido apenas com o recolhimento dos animais que já estão nas ruas. É necessário atuar na origem, principalmente com a castração e a conscientização de tutores que mantêm grande quantidade de animais em residências e propriedades rurais.

Michele defende uma atuação conjunta entre o poder público, entidades de proteção e a população para melhorar a convivência entre pessoas e animais. Ela orienta os moradores a contribuírem com cuidados básicos, como oferecer água e alimento aos animais de rua de maneira responsável e mantendo a limpeza do local. A expectativa é que novas ações sejam desenvolvidas em parceria com a Prefeitura de Patrocínio para enfrentar o abandono, reduzir a proliferação de animais e ampliar a proteção aos cães.