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Foto: Reprodução
Diretoria do Enxó Clube realizará coletiva de imprensa para tratar da desapropriação do clube
25/05/2026 às 16:32
As negociações entre a Prefeitura de Patrocínio e o Enxó Clube para a aquisição da área esportiva localizada no fim da Avenida Dom Almir Marques, no entroncamento com a MG-230, foram oficialmente interrompidas. O espaço, que possui mais de 13 hectares e estrutura voltada ao lazer e ao esporte, seria destinado à criação do Clube do Servidor Municipal e de um centro de formação de atletas. A proposta previa investimento de cerca de R$ 10 milhões por parte do município, mas divergências envolvendo questões ambientais e jurídicas acabaram travando o processo. Ainda sobre o tema, a secretária do clube, Marli, informou que será realizada uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 27 de maio, às 17h, para tratar do assunto relacionado à desapropriação do Enxó Clube.
O prefeito Gustavo Brasileiro afirmou que a suspensão ocorreu devido a apontamentos ambientais feitos pelo Ministério Público. Segundo ele, a administração municipal optou por interromper temporariamente a desapropriação até que todas as questões fossem resolvidas, evitando riscos ambientais e administrativos para o município. Gustavo destacou ainda que a Prefeitura possui condições de desenvolver outro projeto esportivo dentro do planejamento municipal.
Já o tesoureiro do Enxó, Rubens Rocha Machado, declarou que a Prefeitura perdeu o interesse na compra mesmo após a regularização das pendências ambientais do clube. De acordo com ele, as exigências dos órgãos ambientais foram cumpridas e reconhecidas oficialmente pela promotoria de meio ambiente da Comarca de Patrocínio no último dia 12. Rubens afirmou que o município passou a alegar dúvidas jurídicas sobre o destino dos recursos da venda e a natureza patrimonial das cotas do clube. O dirigente lamentou o encerramento das negociações, ressaltou os prejuízos financeiros enfrentados pela associação durante o processo e afirmou que a entidade poderá avaliar uma possível ação por perdas e danos contra a Prefeitura.
Por Allisson Araújo – Grupo Difusora
