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Enxaqueca ou dor de cabeça tensional? Saiba como identificar cada tipo
05/05/2026 às 15:33
Um dia estressante, uma noite mal dormida, sinusite. Por trás de um dos sintomas mais comuns do mundo, a dor de cabeça, existe uma variedade surpreendente de causas. Estima-se que haja entre 150 e 200 tipos de cefaleia —seu termo médico—, atingindo de 10% a 20% da população.
Entre todas, duas se destacam pela frequência: a cefaleia tensional e a enxaqueca. À primeira vista, podem parecer semelhantes. Na prática, o corpo conta histórias bem diferentes em cada uma delas.
A dor que aperta: como é a cefaleia tensional
A cefaleia tensional é a forma mais comum de dor de cabeça na prática clínica e costuma surgir como resposta do corpo ao acúmulo de tensão física e emocional.
Ela é descrita como uma dor em pressão ou aperto, geralmente nos dois lados da cabeça, com intensidade leve a moderada. Pode durar de 30 minutos a até sete dias, sem necessariamente impedir as atividades do dia a dia.
Outro ponto-chave ajuda a diferenciar: esse tipo de dor não costuma vir acompanhado de náuseas, vômitos ou sensibilidade intensa à luz e ao som, e não piora com esforço físico.
O quadro é frequentemente associado a estresse, ansiedade, insônia e longos períodos em jejum. Também pode ter relação com fatores físicos, como má postura e bruxismo, além de condições como a disfunção temporomandibular, que afeta a articulação da mandíbula.
Embora seja classificada como cefaleia primária —quando a dor é o principal sintoma—, episódios recorrentes exigem atenção para descartar causas secundárias, como inflamações ou outras condições clínicas.
A dor que pulsa: o que muda na enxaqueca
A enxaqueca, também chamada de migrânea, é outro tipo de cefaleia, mas com características mais intensas e específicas.
Aqui, a dor costuma ser latejante, frequentemente localizada em um dos lados da cabeça e com intensidade que varia de moderada a forte. Diferente da cefaleia tensional, ela pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons ou cheiros.
Além disso, atividades físicas simples podem piorar o quadro, o que muitas vezes obriga a pessoa a interromper a rotina e buscar repouso.
A enxaqueca tem forte componente genético e pode se tornar crônica quando ocorre com frequência elevada, como mais de uma vez por semana ou mais de quatro episódios por mês.
Por que diferenciar
Saber identificar o tipo de dor não é apenas uma curiosidade, é o que define o tratamento.
Analgésicos comuns podem aliviar episódios pontuais, mas o uso frequente sem orientação pode mascarar o problema e até piorar o quadro a longo prazo.
Quando as crises se tornam recorrentes, intensas ou incapacitantes, a avaliação médica se torna essencial para distinguir entre cefaleias primárias e secundárias, que podem estar associadas a condições mais graves, como infecções, AVC, trombose venosa ou outras doenças neurológicas.
Além disso, cada tipo de cefaleia responde melhor a estratégias diferentes, que podem incluir desde mudanças no estilo de vida até tratamentos específicos.
Fonte: Uol Saúde
