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Existe horário certo para tomar remédio para a pressão alta?
10/03/2025 às 16:35
Pesquisadores anunciaram uma descoberta que pode mudar a forma como encaramos o uso de medicamentos para pressão alta.
O horário em que a medicação é tomada, seja pela manhã ou à noite, não faz diferença significativa no impacto sobre a saúde. Essa conclusão contraria orientações anteriores, que sugeriam benefícios em tomar os remédios à noite.
O que diz o estudo?
Os resultados foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2024 e são fruto da análise de cinco estudos que envolveram quase 47 mil pacientes.
Apesar de a pressão alta ser silenciosa, sem sintomas evidentes, tratar a condição é essencial para evitar complicações graves, como doenças cardíacas, derrames e problemas nos rins. Os medicamentos disponíveis atuam de diversas formas no sistema cardiovascular para reduzir a pressão arterial.
Por muitos anos, especialistas debateram qual seria o melhor horário para tomar esses remédios. A ideia de que a administração noturna pudesse ser mais eficaz surgiu de estudos que relacionavam episódios de pressão alta durante a noite a um maior risco de eventos cardíacos. Contudo, as pesquisas nessa área apresentaram resultados inconsistentes.
Para esclarecer essa questão, a equipe responsável pelo estudo mais recente comparou os efeitos de tomar a medicação pela manhã e à noite, utilizando dados de cinco ensaios clínicos. A análise revelou que o horário não influenciava de forma significativa a ocorrência de eventos cardíacos.
Qual a relação entre horário do remédio e pressão alta?
“O estudo confirmou que tomar o medicamento à noite é seguro, mas não oferece vantagens adicionais”, explicou o professor Scott Garrison, da Universidade de Alberta. Ele destacou ainda que a verdadeira prioridade é garantir que os pacientes tomem seus comprimidos regularmente.
“A escolha do horário deve ser baseada no que funciona melhor para cada pessoa. Seja de manhã ou à noite, o importante é não esquecer de tomar a medicação todos os dias”, concluiu Garrison, reforçando a mensagem central do estudo: a consistência é mais importante do que o relógio.
Fonte: Catraca Livre