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Herpes Zóster: causas, sintomas, tratamento e vacinas

13/03/2025 às 17:19

Herpes Zóster é o nome da condição causada pela reativação do vírus varicela zóster no organismo, o mesmo causador da catapora.

A infecção é caracterizada pelo surgimento de erupção cutânea dolorosa ou vesículas (pequenas bolhas) na pele, assim como outros sintomas. Caso seja diagnosticada precocemente e o tratamento seja feito de forma adequada, as chances de complicações são reduzidas.

O que é herpes zóster?

Popularmente conhecido como cobreiro, o Herpes Zóster é uma infecção viral que ocorre devido ao vírus varicela zóster, o mesmo que causa a varicela (catapora).

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como portadores de HIV e outras doenças, são ainda mais suscetíveis.

Além disso, é possível que, mesmo após o desaparecimento, a infecção volte.

O que causa herpes zóster?

Quando um paciente é acometido pela catapora em algum momento da vida, o vírus causador permanece no organismo humano.

Em determinada época da vida, principalmente em pacientes com mais de 50 anos de idade, é possível que ele volte a se multiplicar no organismo, causando complicações que podem ser bastante graves se não diagnosticadas e tratadas rapidamente.

Herpes zóster é contagioso?

Sim, a doença pode ser transmitida através do contato próximo com lesões presentes na pele da pessoa infectada. Por isso, caso haja suspeita da doença, o paciente deverá procurar um médico.

Quais são os sintomas de herpes zóster?

Os sintomas mais comuns de herpes zóster são:

Lesões cutâneas, normalmente localizadas e restritas a um lado do corpo;

Ardor e coceira local;

Febre;

Dor de cabeça;

Mal-estar;

Dor intensa no local em que as lesões de pele se formaram;

Parestesias (formigamento, agulhadas e adormecimento).

Herpes zóster é perigoso? Quais são as complicações?

Na maioria das vezes, a doença evolui para cura espontânea no período de 2 a 4 semanas. Entretanto, algumas complicações podem ocorrer:

Neuralgia pós-herpética (NPH): esta é a complicação mais frequente do herpes zóster. Trata-se de uma dor tipo neuropática, ou seja, o acometimento dos nervos sensitivos e que persiste mesmo após a resolução das lesões de pele;

Infecção bacteriana secundária de pele causadas por bactérias como Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes e que se manifestam como impetigo, abscesso, celulite e erisipela. Podem, em algumas situações evoluir para quadros mais graves como sepse, artrite e pneumonia;

Síndrome de Ramsay Hunt: é quando o herpes zóster acomete a face, podendo causar paralisia do rosto, dor de ouvido, perda auditiva, vertigem, zumbido no ouvido, mudança ou perda do paladar e dificuldade em fechar um olho.

Herpes zóster: vacina e prevenção

Atualmente existem duas vacinas capazes de prevenir o herpes zóster:

Vacina Herpes Zóster Recombinante (Shingrix): Trata-se de uma vacina inativada, que é composta de uma proteína (glicoproteína E) do vírus da varicela zoster associada a um adjuvante. A vacina é aplicada em duas doses com intervalo de 2 meses entre as aplicações.

É recomendada para:

adultos com 50 anos ou mais;

adultos com 18 anos de idade ou mais que tenham uma condição de imunossupressão.

Vacina Herpes Zóster (Zostavax®): Trata-se de uma vacina viva atenuada que está indicada apenas para pacientes com mais de 50 anos. Por se tratar de vacina viva atenuada, não pode ser administrada a pessoas com condição de imunossupressão.

Como é feito o tratamento?

Para tratar o herpes zóster, são utilizados medicamentos. O melhor tratamento a ser seguido é definido pelo médico, uma vez que a automedicação nunca é indicada.

Fonte: Medicina Diagnóstica