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Marina Caixeta relembrou trajetória no jornalismo e recebeu homenagem do pai durante o Rádio Comunidade
12/08/2026 às 08:58
Às vésperas do Dia dos Pais, na sexta-feira(07), o programa Rádio Comunidade, da Difusora 95.3, promoveu um encontro marcado por histórias, emoção e orgulho familiar. O apresentador José Eloi recebeu a jornalista patrocinense Marina Caixeta, que atuava na TV Record, em São Paulo, especialmente no Balanço Geral, acompanhada pelo pai, o representante comercial Walter Alves.
Durante a entrevista, Marina relembrou suas origens em Patrocínio e contou como o interesse pelo esporte acabou contribuindo para sua escolha profissional. Na adolescência, ela jogava vôlei pelo Catiguá e acompanhava o pai em partidas de futebol. Inicialmente, sonhava em ser bandeirinha de futebol, inspirada pela atuação de Ana Paula de Oliveira.
A mudança de planos aconteceu após uma conversa com o jornalista Mauro Naves, quando Marina tinha aproximadamente 15 anos. Ao saber do interesse dela pelo futebol, ele sugeriu que ela considerasse seguir carreira como jornalista esportiva. A ideia despertou a curiosidade da jovem, que passou a pesquisar mais sobre a profissão e, posteriormente, decidiu cursar Jornalismo.
Marina também destacou as primeiras oportunidades profissionais. Ainda no início da faculdade, realizou estágio na empresa de comunicação Serifa, com a patrocinense Analu Guimarães, e posteriormente ingressou na TV Paranaíba, em Uberlândia, onde começou na produção de conteúdo para o Balanço Geral.
A jornalista explicou que a experiência nos bastidores foi fundamental para sua formação. Ela passou pela produção e edição antes de chegar à reportagem, conhecendo as particularidades do texto televisivo e a dinâmica de uma equipe de televisão.
A trajetória também foi marcada pela maternidade. Marina contou que teve o filho aos 21 anos e chegou a interromper temporariamente a carreira para se dedicar à família. Durante esse período, passou a escrever sobre maternidade e produziu conteúdos que alcançaram grande repercussão, chegando a figurar entre os textos mais lidos de um grande portal nacional.
Posteriormente, retomou o trabalho como repórter e voltou à TV Paranaíba, onde acumulou quase dez anos de atuação, considerando suas duas passagens pela emissora.
A oportunidade de trabalhar em São Paulo surgiu gradualmente. Marina já produzia reportagens em Uberlândia que eram aproveitadas em rede nacional e, a partir disso, passou a ser conhecida pelas equipes da Record. Ela chegou a cobrir férias na emissora em diferentes momentos e, em 2023, recebeu o convite para permanecer por um período maior.
O contrato inicial previa cinco meses, mas, após três meses, Marina foi efetivada. Desde então, construiu sua trajetória na emissora paulista, onde se identificou com o estilo de jornalismo aprofundado e com a cobertura de notícias factuais.
Ao falar sobre a mudança para São Paulo, Walter Alves revelou que acompanhou de perto a filha durante o período de adaptação. Segundo ele, a mãe de Marina sentiu mais a distância, enquanto ele sempre acreditou que os filhos deveriam seguir seus próprios caminhos. Nos primeiros meses, chegou a permanecer períodos prolongados na capital paulista para dar suporte à filha.
Walter também destacou o orgulho pela trajetória de Marina e afirmou acreditar que ela ainda alcançará novos objetivos profissionais. A relação entre pai e filha ficou evidente durante toda a entrevista, com momentos de descontração e emoção.
Marina ainda relembrou alguns dos desafios enfrentados durante as coberturas em São Paulo. Em uma das situações mais marcantes, teve o celular levado enquanto realizava uma reportagem na Rodoviária do Tietê. O momento foi registrado pelas câmeras e a jornalista chegou a correr atrás do homem que havia pegado o aparelho. O celular acabou sendo recuperado posteriormente.
Em outro episódio, Marina contou que sofreu uma tentativa de roubo enquanto gravava uma entrevista na Avenida Consolação. O suspeito passou de bicicleta por trás dela e tentou pegar o celular, mas não conseguiu. Segundo a jornalista, posteriormente a polícia identificou e prendeu o suspeito.
A rotina nas ruas também rendeu situações curiosas. Marina contou que chegou a ser confundida com uma golpista por uma vítima que ela tentava entrevistar durante uma investigação jornalística. O episódio acabou sendo transformado em conteúdo para as redes sociais e viralizou pelo tom bem-humorado.
Durante o programa, a jornalista também falou sobre o impacto da inteligência artificial no jornalismo e ressaltou a importância de verificar cuidadosamente informações, vídeos e conteúdos que chegam às redações.
Questionada sobre a carreira na Record, Marina afirmou que considera a emissora um sonho realizado, mas revelou que ainda pretende crescer profissionalmente dentro da empresa. Ela também destacou a boa relação com os colegas e equipes de trabalho.
O programa ainda teve espaço para o lado mineiro da jornalista. Marina brincou que costuma levar queijo, café e doce de leite para São Paulo, transformando a mala de viagem em uma verdadeira “mala de queijo”.
Ao final da entrevista, Walter Alves voltou a demonstrar orgulho pela trajetória da filha e afirmou acreditar que ela poderá alcançar novos espaços, inclusive como correspondente internacional. Marina, por sua vez, declarou que está preparada para os caminhos que o futuro profissional apresentar.
Ao imaginar um encontro com a Marina adolescente, a jornalista afirmou que diria para ela que, embora não tivesse realizado o sonho de ser bandeirinha de futebol, havia conquistado algo ainda maior. Ela também destacou a emoção de trabalhar ao lado de profissionais que admirava, como o jornalista Roberto Cabrini, uma de suas grandes referências.
O encontro entre Marina Caixeta e Walter Alves no Rádio Comunidade reforçou não apenas a trajetória de uma profissional que saiu de Patrocínio e conquistou espaço no jornalismo nacional, mas também a importância do apoio familiar na construção dessa história.
