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Médico alerta que anemia pode ser o 1º sinal do câncer de intestino

04/03/2026 às 17:16

Campanha Março Azul reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de intestino e chama atenção para sintomas discretos.

O câncer de intestino é o terceiro mais comum no Brasil, atrás apenas dos tumores de mama e próstata, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar da alta incidência, a doença pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. E é justamente nesse momento que as chances de cura são maiores.

O Março Azul é o mês de conscientização sobre o câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal. A campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e do rastreamento regular.

Anemia como sinal do câncer de intestino

O gastroenterologista Cássio Vieira de Oliveira, chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-SP/UNESP, explica que o câncer de intestino é um tumor maligno que se origina no cólon ou no reto.

De acordo com Oliveira, a anemia por deficiência de ferro sem causa aparente pode indicar câncer de intestino, especialmente tumores do lado direito do cólon. “Diante de anemia inexplicada, é necessário investigar com exames como a colonoscopia”.

Em muitos casos, não há sangramento visível nas fezes. Isso faz com que o diagnóstico demore.

Sangue nas fezes é sempre hemorroida?

Não. Hemorroidas costumam causar sangue vermelho vivo no papel higiênico. Já no câncer de intestino, o sangue pode estar misturado às fezes ou ser oculto.

Todo adulto com sangramento deve ser avaliado, já que a presença da hemorróida não anula o risco do câncer.

Quando investigar alterações intestinais?

Alterações persistentes por mais de duas semanas exigem atenção.

Segundo o especialista, devem ser investigados sintomas como:

Diarreia contínua.

Constipação recente.

Fadiga.

Distensão abdominal.

Perda de peso.

Principalmente se houver sangue nas fezes ou anemia.

Como prevenir o câncer de intestino?

A principal estratégia é o rastreamento.

A colonoscopia é indicada a partir dos 45 anos para a população geral. Em pessoas com histórico familiar, pode ser necessária antes.

Além disso, o especialista recomenda:

Alimentação rica em fibras.

Consumo regular de frutas e vegetais.

Redução de carnes processadas.

Atividade física regular.

Controle do peso.

Não fumar.

Evitar excesso de álcool.

Como é o tratamento?

O tratamento depende do estágio. No câncer de intestino em fase inicial, pode ser feito apenas com retirada endoscópica.

Nos casos mais avançados, pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

“O diagnóstico precoce muda completamente o prognóstico”, destaca o especialista.

Fonte: Metrópoles Saúde