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Médicos da Santa Casa explicam como funciona o processo de doação de órgãos
24/08/2026 às 14:52
O Rádio Comunidade desta segunda-feira (24) recebeu a médica intensivista e coordenadora da UTI da Santa Casa de Patrocínio, Dra. Mariana Seabra, e o médico cirurgião geral da linha Horizontal da UTI Adulto, Dr. Felipe Branquinho. Durante o programa, os profissionais falaram sobre a importância da doação de órgãos, esclareceram dúvidas sobre a morte encefálica, a autorização familiar e as etapas que envolvem a captação e o transplante.
A entrevista também abordou a atuação da Santa Casa de Patrocínio nesse processo. Segundo Mariana Seabra, desde que assumiu a coordenação da UTI, em 2023, esta foi a terceira captação de órgãos realizada pela instituição após o fechamento de um protocolo de morte encefálica.
Os médicos explicaram que a doação de órgãos somente pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, considerada irreversível, seguindo um protocolo rigoroso previsto pela legislação brasileira. O processo envolve avaliações médicas, exames e diferentes etapas de comprovação, garantindo segurança e evitando qualquer possibilidade de erro na determinação do óbito.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi o papel da família. Felipe Branquinho explicou que, no Brasil, a decisão sobre a doação de órgãos cabe aos familiares. Por isso, os profissionais reforçaram a importância de conversar previamente com os parentes e deixar clara a intenção de ser doador.
A conversa também esclareceu dúvidas sobre idade, viabilidade dos órgãos e tecidos, logística de captação e transporte, além de desmistificar a ideia de que o corpo do doador ficaria desfigurado. Os médicos explicaram que, após a retirada dos órgãos, o corpo passa por procedimentos cirúrgicos adequados e é entregue à família com respeito e dignidade.
Durante o programa, os profissionais ainda destacaram a importância da doação de sangue e de medula óssea e ressaltaram que um único doador de órgãos poderia beneficiar diversas pessoas, contribuindo para transformar e até salvar vidas.
Mariana Seabra e Felipe Branquinho também falaram sobre o acolhimento das famílias durante um momento de extrema dor. Para os profissionais, a informação e o diálogo podem ajudar a reduzir os medos e a desinformação relacionados à doação, além de permitir que o processo de luto seja ressignificado pela possibilidade de ajudar outras pessoas.
Ao final, os médicos reforçaram a importância de pensar no próximo e de conversar com a família sobre o desejo de ser doador. A entrevista destacou que a doação de órgãos é um gesto de solidariedade e que a informação é fundamental para que mais pessoas compreendam a segurança e a seriedade de todo o processo.
