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Nutricionista aponta erro comum na dieta que pode enfraquecer os ossos
02/02/2026 às 17:11
Ter ossos fracos prejudica a sustentação do corpo e de órgãos vitais. A nutricionista revela o que prejudica a saúde óssea.
Acreditar que a saúde dos ossos depende apenas do consumo de cálcio é um erro bastante comum — e, inclusive, pode comprometer o organismo a curto e longo prazos, conforme explica a nutricionista Carla de Castro, de Brasília (DF). A especialista pontua sobre o tecido ósseo ser “metabolicamente ativo”, por isso, necessita de um conjunto de nutrientes para se manter forte, e não apenas de um único mineral.
A expert em nutrição destaca que dietas pobres em proteínas de qualidade, vitaminas e minerais, associadas ao alto consumo de alimentos ultraprocessados, açúcar e sódio, prejudicam a formação e a manutenção da massa óssea.
Segundo Carla, em um curto período de tempo, esse padrão alimentar pode levar à redução da densidade mineral nos órgãos, ao aumento de dores musculoesqueléticas e à perda da força muscular, fator importante na proteção dos ossos.
De acordo com a nutricionista, a situação dos ossos se complica a longo prazo com a falta de nutrientes: “Há o aumento do risco de osteopenia [redução da densidade óssea], osteoporose, fraturas e perda de autonomia, impactando diretamente na qualidade de vida”. Ela ressalta que em crianças e adolescentes os prejuízos são ainda mais relevantes, por interferir na “formação do pico de massa óssea.”
Como proteger os ossos
Para proteger e fortalecer os ossos, a especialista aconselha adotar uma alimentação equilibrada, com consumo adequado de proteínas, além de cálcio, vitamina D, magnésio e vitamina K. “São nutrientes que atuam de forma integrada na formação e manutenção da massa óssea”, enfatiza. Ela orienta evitar comer opções ultraprocessadas, excesso de sódio e de açúcar. “Também é essencial”, avalia.
Carla de Castro indica associar a alimentação de qualidade à prática regular de exercícios físicos, em especial os que envolverem impacto e fortalecimento muscular. Em entrevista anterior à coluna Claudia Meireles, o ortopedista Luiz Felipe Carvalho considerou o sedentarismo como o hábito que mais enfraquece os ossos. Devido à falta de movimento, o corpo entende que não precisa reforçar a estrutura óssea.
Em um artigo, a Fundação Internacional de Osteoporose detalhou que, anualmente, são observadas até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos. Nesse número, há 70 casos por minuto.
Diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), o médico argumentou: “A saúde dos ossos está diretamente ligada à dos músculos que também depende do metabolismo como um todo.”
Fonte: Claudia Meireles
