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Foto: Reprodução

Psiquiatra fala sobre o aumento de casos de transtornos mentais em Patrocínio

01/04/2021 às 19:26

A pandemia trouxe, além de mortes e pacientes sofrendo com a Covid-19, muitos casos de transtornos mentais. O isolamento e o sentimento de solidão afloram neste momento o que, inicialmente, era esperança de que acabaria rápido, hoje se tornou uma angústia de quando tudo isso chegará ao fim.

Em entrevista à Difusora 95 FM, o psiquiatra, Marcelo Borges de Paula, falou sobre o aumento pela procura dos profissionais da saúde mental e explica porque isso ocorreu. “Nós temos percebido recentemente um aumento considerável pela procura do médico psiquiatra. A gente tem que entender que o ser humano é um ser social, que vive e precisa viver em comunidade, precisa ter relações e contato com outras pessoas”.

De acordo com Marcelo, a solidão nem sempre pode ser amparada por meio das mídias virtuais. “Nós precisamos sentir o toque de alguém, de tocar, de sentir a presença de alguém para nos sentir de certa forma confortados e livres da solidão. Pensando assim, a gente percebe que nem sempre essas ferramentas que nos são tão úteis hoje como whatsapp, skype, redes sociais. Elas não substituem a presença de um amigo, de um familiar” destacou.

Para o psiquiatra o inicio da pandemia, quando teve o primeiro lockdown, foi o período de adaptação das pessoas para a situação que estava por vir. Porém o sentimento do começo de tudo foi se transformando. “Os sentimentos que vinham no ser humano naquela época, era um sentimento de esperança, de que tudo se resolveria o mais rápido possível e com o passar do tempo, com o prolongar da pandemia, esse sentimento de esperança foi dando lugar a um sentimento de duvida, de medo, de angústia”.

Segundo Marcelo Borges, a partir desses sentimentos negativos, podem ser gerados sintomas psíquicos como, ansiedade e insônia, e também sintomas físicos, por exemplo, dor de cabeça e dor no pescoço. “O problema é que muitas pessoas deixam para buscar ajuda médica em último caso, sendo o ideal tratar esses transtornos o mais rápido possível”.

Texto: Maria Gabriela Rabelo/ Grupo Difusora
Reportagem: Erasmo Cláudio/ Difusora 95